Frutos de uma viagem à Mali, na África Ocidental, entre janeiro e março deste ano, as séries b>Aqui Tudo Parece que é Ainda Construção e Já é Ruína, Marie Jeanne, Lote Vago e Chão é Céu, desenvolvidas pelo fotógrafo João Castilho, são os destaques da nova exposição da Celma Albuquerque Galeria de Arte, em Belo Horizonte. Com abertura marcada para esta quarta-feira, 1º de agosto, a mostra compila, além das imagens, o vídeo Entre Rios, feito com fotografias e textos, que se concentra em uma discussão sobre a fotografia como dispositivo de memória. Em “Aqui Tudo Parece que é Ainda Construção e Já é Ruína”, seis fotos mostram construções abandonadas antes de terem sido terminadas. A intenção é criar uma metáfora da condição do terceiro mundo como um projeto que é eternamente abortado antes de ser concluído. Já “Marie Jeanne” traz fotos de uma garota nascida e criada em Paris, que aos 22 anos, foi mandada por sua mãe, para o Mali. Numa série de retratos, “Lote Vago” evidencia o estudo das cores, e, por fim, “Chão é Céu”, salienta a fé islâmica, quando homens colocam a testa no chão para rezar para Alá.