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O dia de hoje é do Evandro Teixeira. Há 45 anos como fotógrafo do Jornal do Brasil, Evandro sabe mostrar como poucos a cara do Brasil. Nascido em Jequié, no interior da Bahia, quando criança sonhava ser escultor, mas também gostava de brincar de cinema e, inspirado num primo que foi convocado para a Segunda Guerra, pensou na carreira de aviador militar.

Passou a apreciar o fotojornalismo em 1954, através da revista O Cruzeiro, que considera a grande escola da reportagem fotográfica brasileira.

Seus primeiros passos na fotografia forma dados sob os cuidados do fotógrafo Nestor Rocha, tio do cineasta Glauber Rocha. com ele, Evandro aprendeu os primeiros segredos da profissão, fazendo fotos que chama de “acadêmicas”. Depois, foi estudar em Salvador, onde logo arranjou uma vaga como estagiário no Diário de Notícias. no final da década de 1950, desembarcou no Rio com a indicação de um amigo para procurar estágio no Diário da Noite.

Do Diário da Noite, Evandro foi para O Jornal, a revista Mundo Ilustrado e o Jornal do Brasil, onde está até hoje. Chegou ao JB em 72 — num momento em que o diário carioca se destacava dos demais, especialmente pela valorização da fotografia no seu noticiário — e transformou-se num dos grandes documentaristas da imprensa brasileira.

Sua foto da Passeata dos 100 mil, por exemplo, virou símbolo dos movimentos populares contra a ditadura militar. Era junho de 68 e Evandro devia acompanhar o líder estudantil Wladimir Palmeira, então ameaçado de prisão, do início ao fim do ato que se realizaria na Cinelândia, no Centro do Rio. Para fazer o registro histórico, ele subiu no palanque e, apesar da repressão policial, posicionou-se atrás de Wladimir e conseguiu o clique.

Publicada em livro em 82, a foto virou novo projeto, “68: destinos”, que pretende servir de resgate da história política do País nos últimos 40 anos e contar, a partir de um minucioso trabalho de pesquisa e identificação, como vivem atualmente 68 pessoas que participaram da passeata.

Donos de muitos prêmios, Evandro ainda publicou os seguintes livros:  “Canudos: 100 anos depois”, “Fotojornalismo” e “Feira de São Cristóvão: o Nordeste é aqui”.

A seguir, algumas imagens do mestre:

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