Filho de emigrantes russos, Elliott Erwitt se estabeleceu nos EUA, desde 1941. Formado em cinema, entrou na mitológica agência Magnum a convite de um de seus fundadores, ROBERT CAPA, em 1953, ano de seu primeiro casamento. É um dos poucos fotógrafos que se dedicou ao sorriso na fotografia; não um riso bobo, da piada fácil e grosseira, mas o riso da fotografia que captura os momentos indiscretos, o profano dentro do solene e a dúvida no meio das certezas. Os cachorros e outros animais estão entre seus principais focos de atenção, como se estes comentassem o comportamento humano.

Outra marca de sua fotografia são as seqüências, fruto de sua formação cinematográfica, de um olhar contínuo, que observa, acompanha e registra. Fotógrafo de rígida composição, sua harmonia de formas dentro do quadro deriva do legado formal de HENRI CARTIER-BRESSON; enquanto o mestre francês registrava o silêncio, Elliot, nascido Ervitz (judeu de origem russa) procurava a graça dentro do “proibido” das colônias de nudismo, olhando para baixo reparando os cachorros e gatos nas ruas do Japão e indo ao outro lado do cartão postal, como fez em sua visita à Brasília, em 1961…