Spam:

calcula-se que de 60% a 80% do tráfego de emails seja spam. Já no final de 2002, a Ferris Research, de San Francisco calculava o prejuízo causado pelo spam a empresas americanas (em perda de produtividade) em 8,9 bilhões de dólares. Neste ano de 2005, o primeiro spammer foi legalmente condenado, mas o estatuto do crime ainda é controverso e os especialistas não parecem acreditar que vejamos diminuição no fluxo de spam tão cedo. Na caixa de correio do meu email eu já os vejo como parte da paisagem, nem me incomodam.

Pessoas que usam filtro anti-spam:

tão ruim como o spammer é o cara que exige que você faça um cadastro para se comunicar com ele por email, como ocorre com os filtros anti-spam do UOL. O pressuposto implícito, claro, é que o tempo dele vale mais que o seu. A maior ironia é que essas pessoas costumam perder justamente as mensagens que mais lhe interessam: outro dia alguém me escreveu pedindo ajuda bibliográfica sobre um tema X. Compilo os dados, escrevo a mensagem e clico “enviar”. Sou levado a um site onde aparecem as letras ljgwharhwapwrit, todas distorcidas. Tenho que adivinhá-las e digitá-las corretamente. Tento a primeira. Não funciona. Tento a segunda. Nada. O rapaz fica sem resposta para sua consulta. Dias depois recebo outra missiva, esbravejando que eu sou “estrela que não responde os emails”. Ele, claro, nem suspeita do porquê de não ter recebido resposta.

Pessoas que mandam emails exigindo retorno de recibo:

Confesso que essa ainda consegue me irritar. O que será que as pessoas acham que ganham travando a máquina do outro no momento do download das mensagens para exigir que elas enviem um recibo garantindo que a mensagem lhe chegou? Ora, amigo, se ela não bateu e voltou, é porque chegou. Se não foi respondida ainda, é porque o destinatário não quis. Exigir recibo eletrônico confirmando recebimento de mensagem é, pura e simplesmente, um distúrbio patológico, uma neurose obsessiva (a não ser, claro, em casos onde isso é justificado: situações legais, etc.). Quando recebo dessas, em geral deixo de enviar o recibo, ou envio o recibo e jamais respondo a mensagem.

Pessoas que escrevem URGENTE URGENTE URGENTE no título do email:

Trata-se de uma adaptação cultural para mim, nestes oito meses de Brasil, porque nos EUA – ou pelo menos no meu círculo – ninguém faz isso. Se há um prazo para as coisas, há um prazo, e você informa seu destinatário no interior da mensagem. Mas em certos círculos aqui há uma verdadeira febre de se escrever urgente em letras maiúsculas. Muitas vezes é um trabalho que, do lado de lá, já se está iniciando atrasado. E o sujeito grita URGENTE no seu ouvido. Eu já cheguei num ponto da vida em que me dou o luxo: qualquer email enviado à minha conta com a palavra urgente em letras maiúsculas no título vai automaticamente para uma pastinha chamada banho-maria, que eu só leio de 15 em 15 dias.