publicado originalmente em:  http://www.fotojornalismos.blogspot.com/
A foto, tirada no 1º de Fevereiro de 1968 por Eddie Adams a serviço de uma grande agência de notícias, permanece até hoje como uma das imagens mais emblemáticas dos horrores provocados pela Guerra do Vietnã (1959-1975).
O fotógrafo captou a imagem após o massacre de 34 pessoas por vietcongues, naquela que ficou conhecida como a ‘Ofensiva Tet’. 
As vítimas eram agentes da polícia nacional e familiares e o general, que conseguiu deter um dos culpados pela matança, levou o prisioneiro diante de um grupo de jornalistas, que esperavam uma conferência de imprensa sobre a captura.
Porém, ao invés de um curto discurso, acabaram por assistir à execução sumária do vietcongue.
A fotografia venceu o Prêmio Pulitzer em 1969, tornando-se o símbolo mais famoso da brutalidade da guerra.
Ajudou ainda diversos movimentos anti-guerra e, diz-se, teria ajudado o então presidente Lyndon Johnson a não tentar outro mandato.
Um aspecto pouco conhecido do caso é que o fotógrafo Adams sempre demonstrou um profundo sentimento de culpa pelo mal causado pela imagem do general Loan.
«O general matou um vietcongue com a pistola. Eu matei o general com a minha câmara fotográfica.
As fotos são a arma mais forte do mundo, mas podem mentir», observou o fotógrafo posteriormente.
Adams, após a difusão mundial da foto, recebeu da sua agência a função de continuar acompanhando o general.
Uma experiência que levou o fotógrafo a mudar sua opinião sobre Loan.
«Ele combatia a nossa guerra, pelo seu povo. Tinha ajudado a construir um hospital em Saigon, tinha apenas assistido ao massacre de vários dos seus colegas», observou diversas vezes Adams, que pediu, durante os anos sucessivos, diversas vezes perdão ao general e à família pelos danos causados.
Após a queda de Saigon, o general imigrou para os Estados Unidos onde tentou abrir um restaurante no estado da Virginia.
Mas, quando o seu nome foi ligado à fotografia, grupos de manifestantes começaram a protestar em frente ao restaurante, obrigando Loan a fechar o local.
Quando o general morreu em 1998, de cancro, o fotógrafo Adams enviou flores aos familiares e um bilhete – «Peço desculpas.
Os meus olhos estão cheios de lágrimas».
© Eddie Adams