Robert Capa nasceu em Budapeste em 22 de Outubro de 1913. Na verdade, chama-se Andreas Friedman, mas trocou de nome por ser judeu numa Alemanha que acabava de sair de uma guerra e não havia curado suas feridas…  estudou Ciências Políticas na Universidade de Berlim entre 1931 e 1933. Foi fotógrafo autoditata, tendo começado a trabalhar como assistente de um laboratório fotográfico na Ullstein (editora). Em 1933, emigrou para Paris onde, para escapar à persiguição nazi, mudou o nome para Robert Capa e começou a trabalhar como fotógrafo independente. As suas fotografias da Guerra Civil de Espanha atraíram a atenção para o seu nome em Paris. A sua primeira série já incluia a morte de um Realista Espanhol, que continua a ser a sua fotografia mais conhecida e discutida. Daí em diante dedicou-se a ser fotógrafo de guerra. Viajou até à china, Itália, França, Alemanha e Israel. O seu talento para transmitir de forma penetrante os sentimentos e sofrimento das pessoas nas guerras civis ou rebeliões numa só fotografia, valeu-lhe grande admiração e fama internacional. A sua obsessão pelo trabalho fez dele o mais célebre dos correspondentes de guerra do século XX. Mas Capa não se limitou a criar um modelo e a desempenhar um trabalho exemplar. A sua obra é um manifesto contra a guerra, a injustiça e a opressão. No dia 25 de Maio de 1954 foi fatalmente ferido em Thai-Binh, no Vietnã. A sua morte foi a consequência trágica do seu próprio lema: “Se as fotografias não são suficientemente boas, é porque não se está suficientemente perto”.