“A primeira vítima de uma guerra é a verdade”

Foto: Joel Silva - Folha de S. Paulo
Foto: Joel Silva – Folha de S. Paulo

Cobrir a Guerra da Líbia foi uma grande experiência para o fotógrafo Joel Silva do jornal Folha de S. Paulo. Assim que que recebeu a informação que deveria viajar para o norte da África, Joel precisou não apenas levantar o máximo que pode de informação sobe o país e o conflito, mas também preparar os equipamentos, colocar em dia o cartão de vacinas, encontrar um transmissor via satélite para enviar as fotografias para a redação e arrumar as malas. Antes disso, ainda quando aguardava a confirmação da viagem, Joel fez dois cursos táticos para poder lidar com os desafios de cobrir um conflito como a guerra civil líbia.

Veja mais de Joel Silva em http://www.flickr.com/photos/joelselva/

(via Arfoc – SP)

Imagens e sons da Guerra

 

A guerra não é tranquila. Na verdade, é o oposto: o barulho, o caos é  alto. Muito alto. Fotografias, por outro lado, não fazem qualquer ruído. Sequer se movem. Por isso, é muito difícil (mas não impossível)  traduzir os sons e do caos da guerra em uma fotografia. Recentemente no New York Times Lens Blog, Tyler Hicks falou sobre  isso: O conflito é muito difícil de capturar em uma fotografia. Depois de tirar o som e o movimento, quando você está tentando capturar esse sentimento e essa atmosfera, é muito difícil de traduzir – o que se sente para estar lá, a confusão e tiros e bombas e todas essas coisas que envolvem você na batalha. Fotografar torna-se um desafio se quisermos apresentar a verdadeira atmosfera da guerra…
Diante deste desafio, o fotógrafo Sebastian Meyer, propõe uma nova abordagem: trazer os sons dos acontecimentos para perto do leitor. Podemos sentir um pouco dessa experiência  quando vemos uma fotografia da explosão de uma bomba lançada por um avião pró-Kadafi contra posições dos rebeldes líbios em 2011.  Vale à pena conferir AQUI.

Sebastian Meyer
Sebastian Meyer