Paulo Fehlauer publicou no NaRua.org uma entrevista com o fotógrafo Ed Kashi da National Geographic. Vejam alguns trechos:

Em primeiro lugar, gostaria de pedir que falasse brevemente sobre a sua vida e o seu trabalho, como começou, o que o levou ao fotojornalismo, e o que o move hoje.

ED KASHI: Eu comecei minha carreira em San Francisco [Califórnia], depois de me formar na Syracuse University, com especialização em Fotojornalismo, o que era raro em 1979. Inicialmente, trabalhei para clientes locais fazendo retratos e cobrindo eventos, mas sempre tentei me direcionar para trabalhos pessoais e, alguns anos depois, comecei a trabalhar para revistas de alcance nacional, viajando e crescendo na carreira. Mas foi só depois de começar um projeto pessoal na Irlanda do Norte, em 1988, que meu trabalho começou a se desenvolver em direção ao que eu realmente queria como fotógrafo. Sempre quis ser um contador de histórias, fazer reportagens com profundidade, sobre questões políticas e sociais. É esse tipo de envolvimento que me faz sentir vivo.

Ed, você tem experimentado novos formatos para a divulgação do seu trabalho, especialmente pela internet, como já vimos nos sites da MSNBC e da MediaStorm. Seu trabalho também já apareceu na TV e em festivais de cinema, o que parece incomum para um fotógrafo. Entretanto, há profissionais que reclamam por terem de fazer um trabalho que não seria sua especialidade (vídeo, por exemplo), e outros ainda que dizem que o fotojornalismo está morto. Também é um fato que já não há mais aquela tradição de grandes revistas publicando e bancando grandes ensaios fotojornalísticos. Baseado nessas afirmações, tenho algumas perguntas que gostaria de fazer:

O que o levou a procurar estes formatos menos tradicionais? O que o atraiu neles?

EK: Eu comecei a trabalhar com vídeo em 2000, durante o meu projeto “Aging In America”. Senti que era o momento de capturar também as vozes dos meus personagens, para adicionar camadas de sentido às imagens, enriquecendo o conteúdo final. A partir daí, comecei a colaborar com alguns websites, e passei a pensar mais nessa coisa de fotografar em sequência.

 Leiam a entrevista na íntegra!